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	<title>Arquivo de SIDA - My Infecciologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças infecciosas.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Jul 2026 16:05:42 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de SIDA - My Infecciologia</title>
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	<item>
		<title>Call to action para ultrapassar problemas de monitorização do VIH em Portugal</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/call-to-action-para-ultrapassar-problemas-de-monitorizacao-do-vih-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 16:05:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Melhorar a monitorização do VIH em Portugal passa por reforçar a capacidade de ligar, articular e usar a informação já existente, permitindo acompanhar de perto o percurso das pessoas e identificar barreiras de acesso aos cuidados de saúde. Esta é uma das principais conclusões do projeto HIVision &#8211; Diagnóstico sobre a monitorização do VIH em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Melhorar a monitorização do VIH em Portugal passa por reforçar a capacidade de ligar, articular e usar a informação já existente, permitindo acompanhar de perto o percurso das pessoas e identificar barreiras de acesso aos cuidados de saúde. Esta é uma das principais conclusões do projeto <em>HIVision &#8211; Diagnóstico sobre a monitorização do VIH em Portugal</em>, coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, desenvolvido com o apoio da Gilead Sciences, resultou de um trabalho colaborativo e multissetorial que envolveu cerca de 30 peritos de instituições públicas de saúde, organizações de base comunitária, hospitais, associações e municípios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O desafio da informação dispersa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório final, Portugal já dispõe de dados relevantes, experiência técnica e conhecimento acumulado na área do VIH. Contudo, o grande desafio reside no facto de a informação continuar dispersa, pouco articulada e nem sempre ser devolvida de forma útil a quem planeia, decide ou presta cuidados. Atualmente, embora seja possível acompanhar indicadores importantes, verifica-se uma grande dificuldade em monitorizar de forma longitudinal o percurso das pessoas, desde a prevenção e testagem até ao tratamento, retenção em cuidados e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Teresa Magalhães, docente da ENSP NOVA e coordenadora da equipa do projeto, &#8220;Portugal já mostrou que consegue responder de forma robusta ao VIH&#8221;. A especialista defende que o país pode monitorizar melhor essa resposta através de &#8220;mais integração, mais continuidade e mais capacidade de transformar dados em ação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Mestre, também coordenador do projeto e docente na ENSP NOVA, reforça que &#8220;monitorizar melhor não é apenas contar casos. É compreender o percurso das pessoas, devolver conhecimento útil aos profissionais e apoiar decisões mais inteligentes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seis prioridades para o futuro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que Portugal consiga alinhar-se com as metas internacionais estabelecidas até 2030, o relatório do projeto <em>HIVision</em> apresenta um <em>Call to Action</em> estruturado em seis prioridades estratégicas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Reforçar e clarificar a governação da informação em VIH:</strong> Promover uma liderança clara, articulação institucional e responsabilidade partilhada.</li>



<li><strong>Estruturar a arquitetura de informação para o VIH:</strong> Transitar de uma lógica fragmentada para uma visão coordenada que integre fontes epidemiológicas, clínicas, laboratoriais e comunitárias.</li>



<li><strong>Implementar a monitorização longitudinal do percurso da pessoa:</strong> Garantir o acompanhamento do trajeto do utente ao longo do tempo (prevenção, testagem, cuidados e qualidade de vida).</li>



<li><strong>Valorizar e integrar dados comunitários:</strong> Dar visibilidade às necessidades e às populações que se encontram fora dos circuitos formais de saúde.</li>



<li><strong>Consolidar e operacionalizar a matriz de indicadores para o VIH:</strong> Assegurar que a informação seja consistente, comparável e útil para a decisão e reporte nacional e internacional.</li>



<li><strong>Disponibilizar informação estruturada para apoio à decisão:</strong> Garantir que os dados sejam acessíveis e acionáveis para profissionais e decisores.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto propõe, assim, uma agenda nacional e um roteiro faseado orientado para resultados. Os autores concluem que o contexto atual das Unidades Locais de Saúde (ULS) cria uma base privilegiada para integrar a informação e aproximar a tomada de decisão da prestação efetiva de cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao <a href="https://www.google.com/url?q=https://www.ensp.unl.pt/peritos-identificam-acoes-para-ultrapassar-problemas-de-monitorizacao-do-vih-em-portugal/&amp;source=gmail-imap&amp;ust=1782983983000000&amp;usg=AOvVaw3Lk5L3O_SlcrgQeoGQ8eGU#:~:text=https%3A//www.ensp.unl.pt/peritos%2Didentificam%2Dacoes%2Dpara%2Dultrapassar%2Dproblemas%2Dde%2Dmonitorizacao%2Ddo%2Dvih%2Dem%2Dportugal/.">relatório final</a>.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>MOVIHMENTO AHORA promove a evolução do modelo de cuidados dirigido às pessoas com VIH</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/movihmento-ahora-promove-a-evolucao-do-modelo-de-cuidados-dirigido-as-pessoas-com-vih/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 19:03:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Grupo de Estudo da SIDA (GeSIDA) e a Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA (APECS), com a colaboração da Gilead Sciences, impulsionaram o desenvolvimento dos primeiros algoritmos para otimizar a identificação e a abordagem clínica de pessoas migrantes com VIH e de pessoas com VIH que praticam chemsex, promovendo uma resposta multidisciplinar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Grupo de Estudo da SIDA (GeSIDA) e a Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA (APECS), com a colaboração da Gilead Sciences, impulsionaram o desenvolvimento dos primeiros algoritmos para otimizar a identificação e a abordagem clínica de pessoas migrantes com VIH e de pessoas com VIH que praticam chemsex, promovendo uma resposta multidisciplinar e adaptada às necessidades específicas destas populações em Espanha e Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses algoritmos foram criados para dar uma resposta prática e abrangente a desafios assistenciais para os quais ainda não existem protocolos homogéneos nos dois países, traduzindo para a prática clínica recomendações concretas e implementáveis a diferentes níveis, orientadas para melhorar o acesso aos cuidados de saúde, a continuidade assistencial, a adesão ao tratamento e a saúde a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas linhas estratégicas inscrevem-se no âmbito do MOVIHMENTO AHORA, uma iniciativa da GeSIDA e da Gilead, que conta com o apoio da Associação RIS, CESIDA e SEISIDA, que promove uma evolução na abordagem da infeção por VIH, colocando o foco na forma de acompanhar as pessoas com o vírus ao longo da sua vida e na importância de escolher estratégias terapêuticas capazes de manter a sua cobertura de forma sustentada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Nas palavras de Marisa Álvarez, Medical Affairs Director da Gilead Sciences para Espanha e Portugal, “Na Gilead, acreditamos que a abordagem ao VIH deve integrar uma visão global e centrada na pessoa, que enquadre a sua saúde sob diferentes perspetivas e ao longo das várias fases da sua vida. Com o MOVIHMENTO AHORA, damos mais um passo nesse compromisso, apoiando as estratégias de cuidados que tenham em conta a complexidade real da vida das pessoas com VIH, especialmente aquelas com necessidades médicas importantes não atendidas, e que contribuam para proteger a sua saúde hoje e a longo prazo. Porque a vida é TUDO, menos simples.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Sobre esta iniciativa, a GeSIDA destacou a importância da colaboração multidisciplinar entre as equipas de Espanha e Portugal para o desenvolvimento de soluções adaptadas aos desafios atuais do tratamento da infeção por VIH. “Na GeSIDA, acreditamos que partilhar perspetivas diversas face a desafios comuns é fundamental para enriquecer as abordagens e avançar no sentido de respostas mais eficazes e centradas nas pessoas”, refere a Dra. María Velasco, infeciologista do Hospital de Alcorcón e Presidente da GeSIDA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Por seu lado, Fernando Maltez, presidente da APECS e infeciologista na Unidade Local de Saúde São José, em Lisboa, apoia esta visão e destaca o valor de estratégias colaborativas para uma prestação de cuidados mais eficaz. “A colaboração entre as nossas sociedades é fundamental para promover uma intervenção mais uniforme, eficaz e produtiva, especialmente em áreas como a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da infeção por VIH nas nossas populações”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um primeiro passo para avançar rumo a cuidados mais personalizados</strong><br>Os algoritmos resultam do trabalho conjunto de equipas multidisciplinares de Espanha e Portugal, coordenadas por María Velasco, infeciologista no Hospital de Alcorcón e presidente da GeSIDA, e por María Martínez, infeciologista no Hospital Clínic de Barcelona. Com base no consenso e na integração das perspetivas de profissionais de infeciologia, psiquiatria, enfermagem, psicologia e representantes da comunidade, estes algoritmos pretendem transferir para a prática clínica recomendações concretas e aplicáveis, de acordo com os recursos disponíveis em cada contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>No caso da população migrante, o algoritmo aborda áreas-chave, como o acesso ao sistema, a avaliação inicial e a retenção nos cuidados, dando prioridade à eliminação de barreiras, à flexibilidade organizacional e à adaptação à heterogeneidade e vulnerabilidade destas pessoas. Os cuidados clínicos da infeção por VIH e outras infeções centram&#8211;se numa história clínica completa, no início ou reinício rápido do tratamento antirretroviral, no controlo virológico precoce e na prevenção de coinfeções, como as da hepatite B e C, e de patologias importadas. Além disso, a abordagem prevê uma avaliação proativa e contínua da saúde mental, do impacto da jornada migratória e do estatuto de migrante, bem como do estigma, facilitando o acesso a recursos comunitários, sociais e jurídicos. Tudo isto, através de uma comunicação eficaz e culturalmente sensível, apoiada por mediadores-intérpretes, materiais adaptados e um ambiente seguro que promova a confiança e, consequentemente, a continuidade dos cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Por seu lado, as recomendações do algoritmo centrado nas pessoas que praticam chemsex estruturam-se em quatro eixos complementares: uma identificação proativa e sensível do chemsex, incorporando perguntas de rastreio e uma linguagem acessível que facilite a deteção precoce; um tratamento clínico adequado do VIH e das IST, orientado para reforçar a adesão ao tratamento antirretroviral, manter o controlo da carga viral e prevenir o aparecimento de resistências, considerando possíveis interações com as substâncias recreativas utilizadas no chemsex e as dificuldades associadas a estas práticas; uma abordagem integral das comorbidades e dos aspetos psicossociais, que contemple de forma sistemática a saúde mental e sexual, com o objetivo de oferecer uma atenção mais global e coordenada; e um apoio inicial e acompanhamento contínuo, centrado na pessoa, isento de julgamentos e baseado numa entrevista motivacional, que facilite a ligação sustentada aos recursos de saúde, comunitários e psicossociais disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Este trabalho concretizou-se em dois trípticos que servirão de base para a divulgação inicial das recomendações através de diversos canais científicos e profissionais. Esses materiais incluem também um repositório digital de recursos e ferramentas de interesse tanto para os profissionais de saúde como para as pessoas com VIH e estão disponíveis nos sites de cada uma das sociedades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Com eles, o projeto MOVIHMENTO AHORA continua a dar passos para consolidar um modelo de cuidados mais equitativo e sensível à complexidade real da vida das pessoas com VIH, com o objetivo comum de proteger o seu bem-estar hoje e no futuro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novidades da AIDS 2026 analisadas em webinar da IAS-USA</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/novidades-da-aids-2026-analisadas-em-webinar-da-ias-usa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:43:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Internacional Antiviral Society &#8211; USA (IAS -USA) vai realizar a 11 de agosto, um webinar dedicado à revisão e análise dos dados científicos apresentados durante a Internacional AIDS conference 2026, que decorre de 26 a 31 de julho, no Rio de Janeiro e em formato virtual .A apresentação será conduzida pela Dra. Brenda E. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Internacional  Antiviral Society &#8211; USA (IAS -USA) vai realizar a 11 de agosto, um webinar dedicado à revisão e análise dos dados científicos apresentados durante a  Internacional AIDS conference 2026, que decorre de 26 a 31 de julho, no Rio de Janeiro e em formato virtual .A apresentação será conduzida pela Dra. Brenda E. Crabtree-Ramirez (Nacional de Ciencias Médicas y Nutrición, Salvador Zubirán), contando com a moderação da Dra. Marina Klein (McGill University).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão tem como objetivo central sintetizar os resultados mais relevantes do encontro mundial, avaliando o seu impacto clínico na prática diária. Com a constante evolução no tratamento, prevenção e gestão de comorbilidades no VIH, este webinar surge como uma oportunidade crucial para que os clínicos se mantenham atualizados com as mais recentes evidências científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O webinar é dirigido a decisores clínicos, incluindo médicos, farmacêuticos, enfermeiros e outros profissionais de saúde envolvidos na investigação ou tratamento do VIH. Para obter créditos de educação médica (CME) ou certificado de participação, é necessária a inscrição individual. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações e inscrições <a href="https://www.iasusa.org/events/webinar-2026-crabtree-ramirez/">aqui</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Programa Gilead GÉNESE distingue projetos focados em PrEP, chemsex e reservatórios virais</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/programa-gilead-genese-distingue-projetos-focados-em-prep-chemsex-e-reservatorios-virais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 17:37:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já são conhecidos os projetos vencedores da 11.ª edição do Programa Gilead GÉNESE, que financia projetos de investigação e comunidade, num montante global de 300 mil euros. Na área de Virologia, que abrange o VIH e as Hepatites Virais Crónicas, foram distinguidos seis projetos, dos quais quatro são de intervenção comunitária e dois de investigação. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já são conhecidos os projetos vencedores da 11.ª edição do Programa Gilead GÉNESE, que financia  projetos de investigação e comunidade, num montante global de 300 mil euros. Na área de Virologia, que abrange o VIH e as Hepatites Virais Crónicas, foram distinguidos seis projetos, dos quais quatro são de intervenção comunitária e dois de investigação. Conheça os premiados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A 11.ª edição do Programa Gilead GÉNESE reafirma o compromisso da Gilead com a ciência, com a comunidade e com a saúde em Portugal&#8221; e &#8220;tornou-se um espaço que incentiva a geração de conhecimento, a partilha e a colaboração&#8221; com o objetivo de &#8220;melhorar a vida das pessoas,” destacou María Río, Vice-Presidente e Diretora-Geral da Gilead Espanha e Portugal. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Projetos de Intervenção Comunitária em Virologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>+PrEP: estratégias participativas para prevenção do VIH do hospital à comunidade (AARI &#8211; ASSOCIAÇÃO DE APOIO ÀS REUNIÕES DE INFECCIOLOGIA)</strong>: Propõe uma avaliação comparativa e participativa dos modelos de prestação de cuidados de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) em contexto hospitalar e comunitário, visando identificar barreiras e estratégias de melhoria, contribuindo diretamente para a redução de novas infeções.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Chem Care &#8211; Redução de riscos para a saúde física e mental (Abraço &#8211; Associação de Apoio a Pessoas com VIH/SIDA)</strong>: Atua no fenómeno crescente da prática de chemsex entre homens que têm sexo com homens (HSH) na cidade do Porto, através de uma abordagem integrada que combina investigação, prevenção e apoio especializado, aumentando a literacia em saúde e disponibilizando recursos para práticas mais seguras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Ponto PrEP (Liga Portuguesa Contra a SIDA)</strong>: Visa disponibilizar acesso mais amplo e acessível à consulta comunitária de PrEP, especialmente para populações mais expostas ao risco de infeção, garantindo acompanhamento contínuo para promover a adesão ao tratamento e a monitorização regular da saúde.<br>Entre o Prazer e o Risco: Emergência do Chemsex em Portugal (Positivo &#8211; Grupos de Apoio e Autoajuda): Tem como objetivo global compreender de forma aprofundada as experiências e processos sociais subjacentes à prática de chemsex entre HSH e mulheres na área metropolitana de Lisboa, procurando construir um modelo de compreensão teórica sobre o fenómeno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Projetos de Investigação em Virologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Lições do mapeamento de gânglios linfáticos de HIV-2 para o controlo de HIV-1 (Fundação GIMM – Gulbenkian Institute for Molecular Medicine</strong>): O projeto propõe decifrar os mecanismos subjacentes ao equilíbrio HIV-2-hospedeiro — um modelo de doença atenuada — através do estudo de biópsias ganglionares e do sangue, com o objetivo de identificar novos alvos para a cura funcional do HIV-1 e o controlo de zoonoses.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>METAVIH: plataforma de Microchip para acelerar e validar Estratégias Terapêuticas Anti-VIH (FARM-ID – Associação da Faculdade de Farmácia para a Investigação e Desenvolvimento)</strong>: Visa estabelecer uma plataforma inovadora com modelos órgão-em-chip para acelerar e validar estratégias terapêuticas na infeção pelo VIH-1, ajudando a superar a maior barreira na cura do VIH: as células infetadas na forma latente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cerimónia decorreu no dia 11 de março, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Regime de associação terapêutica em comprimido único demonstra potencial no tratamento do VIH-1</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/regime-de-associacao-terapeutica-em-comprimido-unico-demonstra-potencial-no-tratamento-do-vih-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[luispaiva@lpmcom.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 18:17:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Gilead anunciou detalhes de novos dados clínicos da pipeline de investigação no tratamento da infeção por VIH-1, na 33.ª Conferência sobre Retrovírus e Infeções Oportunistas (CROI 2026). Com foco no alargamento das opções terapêuticas para responder às necessidades diversas das comunidades afetadas pelo VIH, os abstracts late-breakers incluíram resultados de Fase 3 dos ensaios [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myinfecciologia.pt/sida/regime-de-associacao-terapeutica-em-comprimido-unico-demonstra-potencial-no-tratamento-do-vih-1/">Regime de associação terapêutica em comprimido único demonstra potencial no tratamento do VIH-1</a> aparece primeiro em <a href="https://myinfecciologia.pt">My Infecciologia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Gilead anunciou detalhes de novos dados clínicos da <em>pipeline</em> de investigação no tratamento da infeção por VIH-1, na 33.ª Conferência sobre Retrovírus e Infeções Oportunistas (CROI 2026). Com foco no alargamento das opções terapêuticas para responder às necessidades diversas das comunidades afetadas pelo VIH, os <em>abstracts late-breakers</em> incluíram resultados de Fase 3 dos ensaios ARTISTRY-1 e ARTISTRY-2, que avaliaram a eficácia e a segurança de um regime em fase de investigação de comprimido único para o tratamento da infeção por VIH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Procurar um progresso contínuo na infeção por VIH significa disponibilizar terapêuticas transformadoras que apoiem as pessoas ao longo de toda a sua jornada terapêutica, com o objetivo de alcançar uma saúde sustentável a longo prazo”, afirmou <em>virology therapeutic area head</em> da Gilead Sciences. “O nosso compromisso em acabar com a epidemia de VIH globalmente impulsiona a nossa inovação científica e o nosso objetivo de desenvolver opções inovadoras que respondam às necessidades e preferências das pessoas que vivem com VIH.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Investigação sobre o tratamento da infeção por VIH</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No CROI 2026, a Gilead apresentou dados que demonstram como novos regimes podem potencialmente ampliar a escolha e otimizar o tratamento da infeção por VIH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados dos ensaios de Fase 3 ARTISTRY‑1 e ARTISTRY‑2 destacaram a eficácia e a segurança de um regime de comprimido único em fase de investigação, da combinação bictegravir 75 mg/lenacapavir 50 mg (BIC/LEN) em pessoas que vivem com VIH-1 que estejam em supressão virológica e que efetuaram a mudança da sua terapêutica antirretrovírica prévia para esta nova combinação. Ambos os estudos foram selecionados para o programa de abstracts late-breakers. Estes resultados vêm complementar os resultados publicados dos estudos ARTISTRY‑1 e ARTISTRY‑2 anunciados em novembro e dezembro de 2025, respetivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros estudos a decorrer procuram aprofundar o conhecimento científico sobre combinações exploratórias de tratamento da infeção por VIH da Gilead, incluindo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resultados de supressão viral às 96 semanas de um estudo de Fase 2 que avalia a combinação de dose fixa de islatravir/lenacapavir, com potencial para ser o primeiro regime oral semanal para o tratamento da infeção por VIH;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resultados reportados com lenacapavir em combinação com anticorpos amplamente neutralizantes (bNAbs) teropavimab (GS‑5423, TAB) e zinlirvimab (GS‑2872, ZAB) com potencial para constituir o primeiro regime de tratamento de VIH administrado duas vezes por ano;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resultados de segurança, farmacocinética e atividade antiviral do GS‑3242, um inibidor da integrase de ação prolongada em fase de investigação, que está a ser avaliado para uma potencial administração duas vezes por ano no tratamento da infeção por VIH-1, em regime combinado com lenacapavir.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Os princípios de desconstrução dos mitos associados ao tratamento do VIH/SIDA</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/os-principios-de-desconstrucao-dos-mitos-associados-ao-tratamento-do-vih-sida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[luispaiva@lpmcom.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 16:19:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A diretora do Serviço de Doenças Infeciosas do Hospital Curry Cabral, Maria José Manata, moderou o simpósio da Gilead, que decorreu no âmbito das 15.as Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas, em Lisboa. A sessão teve como principal objetivo desconstruir alguns mitos ainda presentes no panorama atual do tratamento do VIH, no que respeita à [&#8230;]</p>
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A diretora do Serviço de Doenças Infeciosas do Hospital Curry Cabral, Maria José Manata, moderou o simpósio da Gilead, que decorreu no âmbito das 15.as Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas, em Lisboa. A sessão teve como principal objetivo desconstruir alguns mitos ainda presentes no panorama atual do tratamento do VIH, no que respeita à terapêutica antirretroviral (TARV), contrapondo casos clínicos que evidenciaram os benefícios da associação em comprimido único. Assista às declarações à News Farma.
<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="Maria José Manata_Mitos e Realidades _ Tratamento VIH" src="https://player.vimeo.com/video/1162530184?h=0b7270a47b&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
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Após a sua participação no simpósio“Mitos e Realidades – Biktarvy Responde”, e questionada sobre os mitos no panorama atual do tratamento do VIH que precisam de ser desconstruídos na prática clínica, Maria José Manata destaca o aumento de peso e a saúde metabólica, a função renal e a saúde mental como as principais áreas a abordar.

Quanto ao impacto na saúde metabólica e no peso, a especialista defende que se trata de uma questão multifatorial e não diretamente ligada à TARV, sublinhando a falta de evidência clínica de mais distúrbios metabólicos comparativamente a outras terapêuticas. A necessidade de individualizar a terapêutica é o princípio a aplicar, como advoga Maria José Manata, recomendando “estar atentos a eventuais fatores que predispõem para um aumento de peso não apenas nas pessoas a quem vamos propor este fármaco, mas em todas as pessoas com doença por VIH”.

Relativamente à função renal, Maria José Manata esclareceu que, ao contrário da formulação mais antiga de tenofovir, a associação atual não está relacionada com risco acrescido de decréscimo da função renal, sendo considerada “friendly” para o rim.

Quanto à saúde psiquiátrica, a diretora do Curry Cabral reforçou que não existe uma relação direta entre a TARV e maior incidência de depressão ou ansiedade, sendo o próprio diagnóstico da infeção crónica um fator com impacto na saúde mental.
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		<title>VIH: Congelamento de financiamento piora resposta global</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/vih-congelamento-de-financiamento-piora-resposta-global/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[luispaiva@lpmcom.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 19:12:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um ano após o congelamento do financiamento da ajuda externa dos Estados Unidos (EUA), a resposta global ao VIH está a enfraquecer e os serviços essenciais de saúde estão a diminuir, de acordo com um inquérito realizado pela Coalition PLUS e parceiros (Sidaction, Frontline AIDS, Aidsfonds). O estudo inquiriu 79 organizações comunitárias em 47 países [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um ano após o congelamento do financiamento da ajuda externa dos Estados Unidos (EUA), a resposta global ao VIH está a enfraquecer e os serviços essenciais de saúde estão a diminuir, de acordo com um inquérito realizado pela Coalition PLUS e parceiros (Sidaction, Frontline AIDS, Aidsfonds). O estudo inquiriu 79 organizações comunitárias em 47 países e está a dar o alerta para o impacto &#8220;generalizado e profundo&#8221; dos cortes de ajuda internacional, como divulga o GAT &#8211; Grupo de Ativistas em Tratamentos</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão de 20 de janeiro de 2025, a par de medidas políticas restritivas por outros países do Norte Global, resultou num choque financeiro com consequências imediatas no terreno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Principais Conclusões do Inquérito:<br>&#8211; Serviços Afetados: 77% das organizações inquiridas relatam que as reduções de financiamento internacional afetaram a prestação de serviços.<br>&#8211; Prevenção em Colapso: O acesso à PrEP (profilaxia pré-exposição) está a funcionar a menos de 50% dos níveis observados em janeiro de 2025 em 81% das organizações.<br>&#8211; Apoio a Pessoas com VIH: 69% das organizações de apoio a pessoas a viver com VIH operam a menos de 50% da capacidade.<br>&#8211; Ruturas de Stock: 56% das organizações reportam impacto na disponibilidade de consumíveis e materiais clínicos.<br>&#8211; Produtos como terapias hormonais de afirmação de género (THAG) e tratamentos de IST são os mais afetados, estando indisponíveis ou menos disponíveis em 95% das organizações.<br>&#8211; Populações-Chave em Risco: Houve uma redução ou suspensão de serviços para homens que têm sexo com homens (85%) e pessoas trabalhadoras do sexo (82%). Em 10% das organizações, os serviços para pessoas trans e pessoas que usam drogas cessaram completamente.<br>&#8211; Crise de Recursos Humanos: A remuneração de 2.275 educadores/as de pares e trabalhadores/as comunitários/as de saúde foi suspensa ou reduzida, afetando uma média de 45 postos por organização.<br>Para além da quebra na prestação de serviços, o inquérito revela um efeito dominó que afeta as próprias organizações comunitárias, com 63% a reportarem impacto direto nas suas operações. 22% perderam pelo menos metade do seu orçamento, o que leva algumas a reportar o encerramento de instalações ou a continuação de atividades apenas com voluntariado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise também está a enfraquecer o ambiente social e político, contribuindo para o aumento da violência, do estigma e da discriminação contra pessoas a viver com VIH e populações-chave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a ONUSIDA a projetar 3,3 milhões de novas infeções adicionais por VIH entre 2025 e 2030, a Coalition PLUS apela a governos e doadores para que priorizem urgentemente a continuidade dos cuidados e dos serviços de prevenção, especialmente a PrEP, os serviços para populações-chave e o apoio à capacidade institucional das organizações comunitárias.</p>
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		<title>Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas começam a 29 de janeiro</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/jornadas-de-atualizacao-em-doencas-infeciosas-comecam-a-29-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[luispaiva@lpmcom.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 18:49:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Culturgest, em Lisboa, será o palco para o 9.º Curso Temático Pré-Jornadas e a 15.ª edição Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas do Hospital Curry Cabral &#8211; ULS São José. Presidido por Maria José Manata, o encontro volta a reunir a comunidade científica para discutir os temas mais atuais da Infecciologia, com a promessa [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Culturgest, em Lisboa, será o palco para o 9.º Curso Temático Pré-Jornadas e a 15.ª edição Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas do Hospital Curry Cabral &#8211; ULS São José. Presidido por Maria José Manata, o encontro volta a reunir a comunidade científica para discutir os temas mais atuais da Infecciologia, com a promessa de um elevado nível científico. O evento terá a sua abertura no dia 28 de janeiro com o 9º Curso Temático Pré-Jornadas, seguido pelas Jornadas nos dias 29 e 30 de janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No programa das Jornadas, a gestão das patologias na área da Infecciologia assume um papel central. A “Mesa Redonda sobre Antibioterapia” constitui um dos pontos altos, focando-se em áreas de controvérsia e otimização. Serão discutidos a duração do tratamento, a avaliação da qualidade da prescrição hospitalar e as abordagens em situações específicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa inclui uma conferência dedicada às &#8220;Atualizações no tratamento da Tuberculose&#8221; e uma sessão retrospetiva sobre a &#8220;História da infeção por VIH&#8221; por Fernando Maltez, a qual implicitamente contextualiza os avanços na terapêutica antirretrovírica. Esta componente é complementada pela mesa redonda sobre hepatites víricas, com discussão sobre a reativação do vírus B e a hepatite Delta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em matéria de vigilância e populações de risco, o programa oferece uma visão de 360 graus sobre os desafios epidemiológicos. A mesa redonda sobre “Infeções emergentes e reemergentes” é particularmente relevante, cobrindo o impacto de vírus como o West Nile em Itália, o Chikungunya em França, a Febre Crimeia-Congo em Espanha e o vírus MPox em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simultaneamente, a vulnerabilidade dos doentes transplantados é sublinhada na sessão dedicada às infeções em imunodeprimidos, com destaque para as complicações por CMV e Poliomavirus BK. Por fim, o programa científico é enriquecido pelas sessões de comunicações orais, um fórum essencial para a apresentação de investigações originais, com a atribuição de prémios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações na <a href="https://www.jornadasdoencasinfeciosas.com/_homex.aspx">página das Jornadas</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>
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		<title>Terapêutica para prevenção cardiovasvular ganha nova relevância na infeção por VIH</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/terapeutica-para-prevencao-cardiovasvular-ganha-nova-relevancia-na-infecao-por-vih/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[luispaiva@lpmcom.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 16:46:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A atualização de 2025 das ESC/EAS Guidelines for the Management of Dyslipidaemias, apresentada no ESC Congress, introduz uma alteração estrutural na forma como se encara a prevenção cardiovascular em pessoas com infeção por VIH. Pela primeira vez, é emitida uma recomendação de Classe I, Nível de Evidência B, para a utilização de estatinas em prevenção [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A atualização de 2025 das ESC/EAS Guidelines for the Management of Dyslipidaemias, apresentada no ESC Congress, introduz uma alteração estrutural na forma como se encara a prevenção cardiovascular em pessoas com infeção por VIH. Pela primeira vez, é emitida uma recomendação de Classe I, Nível de Evidência B, para a utilização de estatinas em prevenção primária a partir dos 40 anos, independentemente do risco cardiovascular estimado ou dos níveis de LDL-colesterol. O cardiologista <strong>Ricardo Fontes-Carvalho</strong>, comentou esta mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A partir dos 40 anos, os doentes com VIH devem ser tratados com estatinas porque existem estudos que mostraram que esta terapêutica tem um potencial efeito na prevenção de eventos cardiovasculares. Sabemos que os doentes com VIH têm inflamação, e a evidência científica mostra claramente que a utilização de estatinas para baixar o LDL nesta população, reduz eventos cardiovasculares”, congratulou-se Ricardo Fontes-Carvalho, diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho e docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em reação à novidade apresentada.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>O peso da evidência: o ensaio REPRIEVE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal base científica para esta recomendação de Classe I foi o ensaio REPRIEVE, que incluiu mais de sete mil pessoas com VIH em diferentes países. O estudo demonstrou que a terapêutica com estatina (pitavastatina) reduziu de forma significativa a incidência de eventos cardiovasculares major (MACE), mesmo em indivíduos sem dislipidemia evidente e sem doença aterosclerótica conhecida.<br>Além disso, os resultados do REPRIEVE mostraram que o risco cardiovascular nesta população é influenciado não apenas pelos fatores clássicos, mas também pela inflamação crónica associada ao VIH e pelos efeitos metabólicos da terapêutica antirretroviral. Assim, a redução do LDL-colesterol através de estatinas traduz-se num benefício clínico tangível.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>De 2019 a 2025: o que mudou</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas diretrizes de 2019, a infeção por VIH era considerada um modificador de risco, justificando uma vigilância mais próxima, mas não existia uma recomendação transversal de estatinas em prevenção primária. A decisão dependia do perfil lipídico ou do risco estimado por calculadoras tradicionais.<br>Com a atualização de 2025, essa abordagem é transformada:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-size:18px">Recomendação robusta de iniciar estatina em pessoas com VIH ≥ 40 anos, independentemente do SCORE2, SCORE2-OP ou valores de LDL.</li>



<li style="font-size:18px">Reconhecimento do VIH como fator de risco cardiovascular independente, passando a ser explicitamente incluído no grupo de “populações especiais” que merecem intervenção preventiva precoce.</li>



<li style="font-size:18px">Atenção às interações medicamentosas: a escolha da estatina deve ser feita considerando a terapêutica antirretroviral em curso, dado o potencial de interações farmacológicas.</li>
</ul>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Implicações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Ricardo Fontes-Carvalho, esta atualização “é um passo decisivo para reduzir a lacuna que existia na prevenção cardiovascular em doentes com VIH”, já que muitos permaneciam fora dos critérios tradicionais de intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As implicações são claras:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-size:18px">Médicos de família, cardiologistas e infeciologistas devem integrar esta recomendação na prática clínica diária.</li>



<li style="font-size:18px">A monitorização conjunta de lípidos e interações medicamentosas torna-se essencial no seguimento destas pessoas.</li>



<li style="font-size:18px">A prevenção cardiovascular em VIH deixa de depender apenas da presença de dislipidemia, passando a ser uma intervenção sistemática a partir dos 40 anos.</li>
</ul>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Perspetivas futuras</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do salto qualitativo, subsistem áreas a explorar, como a aplicabilidade em faixas etárias mais jovens ou em pessoas com VIH com múltiplas comorbilidades. Ainda assim, o consenso é que a evidência do REPRIEVE não pode ser ignorada e justifica plenamente a atualização de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Ricardo Fontes-Carvalho, a mensagem central é inequívoca: “É legítimo que todos os doentes VIH com mais de 40 anos sejam considerados candidatos à terapêutica com estatinas, salvo contraindicações. Esta medida pode reduzir de forma significativa os eventos cardiovasculares nesta população.”</p>
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		<item>
		<title>Guia de conversação disponível para facilitar uma gestão informada do tratamento do VIH</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/guia-de-conversacao-disponivel-para-facilitar-uma-gestao-informada-do-tratamento-do-vih/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[luispaiva@lpmcom.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 16:16:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para apoiar a comunicação entre profissionais de saúde e pessoas que vivem com VIH, o GAT, a Ser+, a AHSeAS, a Liga Portuguesa Contra a SIDA, a Positivo e a Abraço, com o apoio da ViiV, uniram-se para o lançamento de uma campanha intitulada “Saber é Poder”, que conta com um guia de conversação, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Para apoiar a comunicação entre profissionais de saúde e pessoas que vivem com VIH, o GAT, a Ser+, a AHSeAS, a Liga Portuguesa Contra a SIDA, a Positivo e a Abraço, com o apoio da ViiV, uniram-se para o lançamento de uma campanha intitulada “Saber é Poder”, que conta com um guia de conversação, que ajuda a identificar as necessidades e preferências individuais de cada pessoa e a promover uma gestão mais personalizada e informada do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de metade (56%) das pessoas que vivem com VIH não estão totalmente satisfeitas com a sua medicação atual, mas 88% afirmam que o seu envolvimento com o profissional de saúde melhora significativamente a satisfação com o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes dados revelam que a comunicação aberta e contínua entre utentes e profissionais é determinante para garantir a adesão terapêutica, um fator essencial para diminuir a transmissão do VIH1,2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Graças aos avanços científicos, é hoje possível viver com VIH de forma saudável e sem risco de transmissão. As terapêuticas antirretrovirais (TAR) permitem reduzir a carga viral até níveis indetetáveis, tornando o vírus clinicamente inativo e intransmissível (“indetetável = intransmissível”), representando um marco transformador na luta contra o VIH, não apenas em termos clínicos, mas também sociais, contribuindo para reduzir o estigma associado à infeção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, Portugal continua a apresentar uma diminuição lenta do número de novos casos diagnosticados de VIH, mantendo-se muito acima da média europeia, com a taxa de novas infeções a fixar-se no dobro da média registada na União Europeia3. A situação é especialmente preocupante no concelho de Lisboa, onde se chega a esperar mais de um ano para uma primeira consulta hospitalar para a prevenção do VIH, também conhecido como consulta de PrEP- profilaxia pré-exposição, quando este acesso deveria ser garantido em 30 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, cerca de 55% dos diagnósticos continuam a ser tardios, e um em cada cinco já é feito em fase de SIDA3. Estes dados mostram, por isso, a necessidade de reforçar o rastreio e a testagem, e a sensibilização da população para estes, com o objetivo de detetar precocemente a infeção e iniciar o tratamento, evitando novas transmissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, o tratamento e acompanhamento das pessoas com VIH têm vindo a descentralizar-se e a aproximar-se dos cuidados de proximidade, com enfermeiros, médicos de família e farmácias comunitárias a assumirem um papel cada vez mais relevante no apoio às pessoas que vivem com esta infeção e na promoção da prevenção desta infeção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao guia <a href="https://sida-infecciologia.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2025/12/guia-de-conversao-saber-e-poder_compressed.pdf">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências:</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">1. de los Rios P, Okoli C, Young B, et al. Treatment aspirations and attitudes towards innovative medications among people living with HIV in 25 countries. Popul Med. 2020;2:23. </p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">2. Okoli C, Brough G, Allan B, et al. Putting the heart back into HAART: Greater HCP-Patient engagement is associated with better health outcomes among persons living with HIV (PLHIV) on treatment.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">3. Portugal. Ministério da Saúde. Direção-Geral da Saúde/Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Infeção por VIH em Portugal – 2025. Lisboa: DGS/INSA; 2025</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myinfecciologia.pt/sida/guia-de-conversacao-disponivel-para-facilitar-uma-gestao-informada-do-tratamento-do-vih/">Guia de conversação disponível para facilitar uma gestão informada do tratamento do VIH</a> aparece primeiro em <a href="https://myinfecciologia.pt">My Infecciologia</a>.</p>
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