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	<title>My Infecciologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças infecciosas.</description>
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	<title>My Infecciologia</title>
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		<title>Porto acolhe a 28.ª Conferência Anual da ESCV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:34:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 16 e 19 de setembro de 2026, a cidade do Porto será o centro das atenções mundiais na área da Virologia Clínica, recebendo a 28.ª edição da Conferência Anual da European Society for Clinical Virology (ESCV). O evento promete ser um marco na partilha de conhecimento, reunindo líderes de opinião, investigadores e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 16 e 19 de setembro de 2026, a cidade do Porto será o centro das atenções mundiais na área da Virologia Clínica, recebendo a 28.ª edição da Conferência Anual da European Society for Clinical Virology (ESCV). O evento promete ser um marco na partilha de conhecimento, reunindo líderes de opinião, investigadores e profissionais de saúde para discutir os desafios mais prementes e as inovações tecnológicas que estão a moldar o futuro da especialidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a presidência de Maria São José Alexandre e Heli Harvala (presidente da ESCV), a conferência deste ano assume uma relevância acrescida, num contexto em que a evolução viral, as alterações climáticas e as novas fronteiras diagnósticas exigem uma resposta científica rigorosa e colaborativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um programa científico de excelência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro contará com um programa científico abrangente, desenhado para abordar temas críticos que vão desde as “ameaças virais do século” — focando na evolução, emergência e reemergência de patógenos — até ao impacto global das alterações climáticas na expansão de arbovírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaque também para as sessões dedicadas a populações vulneráveis, avanços no tratamento do VIH e hepatites virais, e a inovação em estratégias genómicas na virologia diagnóstica, uma área em rápida expansão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oradores de renome internacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O painel de oradores convidados reflete o prestígio científico da conferência. Entre os destaques confirmados, encontram-se:<br>-Tulio de Oliveira (Stellenbosch University, África do Sul): Focará a sua intervenção na aceleração da vigilância baseada em genómica e inovação biomédica para patógenos em África.<br>-Jan C. Semenza (Umeå University, Suécia): Especialista em epidemiologia ambiental, trará para o debate a complexa relação entre alterações climáticas e doenças transmitidas por vetores.<br>-Harish Nair (University of Edinburgh, Reino Unido): Abordará o VSR (Vírus Sincicial Respiratório) ao longo da vida, com foco na carga clínica e no desempenho real de novas ferramentas de imunização.<br>-Ann Vossen (Leiden University Medical Center, Países Baixos): Discutirá os diferentes modelos de rastreio para o citomegalovírus (CMV) congénito.<br>-Sophie Alain (Limoges University, França): Apresentará os avanços mais recentes na gestão de pacientes com CMV refratário e resistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das palestras principais, o evento promove uma dinâmica de interação através das habituais sessões orais — incluindo os prestigiados Prémios Científicos da ESCV e a sessão dinâmica TWiV — e sessões de pósteres, que permitem aos investigadores mais jovens e seniores partilhar os seus estudos mais recentes. O evento inclui ainda simpósios patrocinados pela indústria, onde serão demonstradas as últimas tecnologias de diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais informações e detalhes sobre o programa, consulte o <a href="https://www.escv2026.org/">site oficial da ESCV</a>.</p>
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		<title>Programa Gilead GÉNESE: Apoio estratégico à investigação  e comunidade em Virologia com candidaturas abertas</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/atualidade/programa-gilead-genese-apoio-estrategico-a-investigacao-e-comunidade-em-virologia-com-candidaturas-abertas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:11:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está a decorrer o período de submissão de candidaturas à 12.ª edição do Programa Gilead GÉNESE, Com foco em projectos de iniciativa comunitária e de investigação em Virologia — área que abrange desafios críticos como o VIH, hepatites virais e outras patologias infeciosas — e na oncologia, esta iniciativa continua a ser um dos pilares [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Está a decorrer o período de submissão de candidaturas à 12.ª edição do Programa Gilead GÉNESE, Com foco em projectos de iniciativa comunitária e de investigação em Virologia — área que abrange desafios críticos como o VIH, hepatites virais e outras patologias infeciosas — e na oncologia, esta iniciativa continua a ser um dos pilares de responsabilidade social corporativa no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta edição, o programa introduz alterações significativas no regulamento para incentivar uma investigação mais próxima da prática clínica. Na vertente de Investigação, a Gilead procura projetos que respondam a desafios específicos dentro das áreas terapêuticas apoiadas, promovendo uma abordagem multidisciplinar e colaborativa. O objetivo é claro: traduzir o conhecimento científico em resultados concretos que melhorem a prática clínica diária e a vida dos doentes infeciosos. Os projetos de investigação aprovados podem receber um apoio financeiro até 40 mil euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementarmente, a vertente de Comunidade mantém o seu papel vital na saúde pública. O programa convida organizações a apresentarem projetos de intervenção focados em três pilares fundamentais para o controlo de doenças infeciosas: prevenção de novas infeções; rastreio e diagnóstico precoce, essenciais para a retenção dos doentes no sistema de saúde; qualidade de vida dos pacientes.<br>Para iniciativas comunitárias, o financiamento poderá atingir os 30 mil euros por projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As candidaturas para a 12.ª edição do Programa Gilead GÉNESE devem ser submetidas exclusivamente através do <a href="https://www.gileadgenese.pt">portal oficial  </a>até ao dia 30 de setembro de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Hepatites: prevenir, diagnosticar e tratar</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/opiniao/hepatites-prevenir-diagnosticar-e-tratar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 13:36:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa reflexão clara e urgente sobre a saúde hepática, a coordenadora do Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado da SPMI, Suzana Calretas, explora a complexidade destas patologias, enfatizando que o caminho para o controlo da doença reside numa estratégia tripartida e essencial: a prevenção informada, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento eficaz. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Numa reflexão clara e urgente sobre a saúde hepática, a coordenadora do Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado da SPMI, Suzana Calretas, explora a complexidade destas patologias, enfatizando que o caminho para o controlo da doença reside numa estratégia tripartida e essencial: a prevenção informada, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento eficaz. Leia o artigo de opinião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anualmente, a 28 de julho, celebra-se o Dia Mundial da Hepatite, data escolhida em homenagem a Barush Blumberg, o cientista vencedor do Prémio Nobel que descobriu o vírus da hepatite B.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo hepatite refere-se genericamente a uma inflamação do fígado. Um nome simples, para uma realidade que pode tornar-se muito complexa. Esta inflamação pode ter causas diversas tais como o álcool, doenças autoimunes, acumulação excessiva de gordura ou certos medicamentos, destacando-se pela sua frequência e pelo impacto que têm a nível mundial, os vírus. Das hepatites virais, os vírus da hepatite B e C que assumem grande relevância, pela sua capacidade de evoluir para doença cronica e progredir silenciosamente para formas graves de doença hepática, nomeadamente fibrose avançada (cirrose) com insuficiência hepática e aumento do risco de cancro do fígado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu como objetivos eliminar as hepatites virais B e C como ameaça à saúde publica até 2030, focando-se em duas metas principais: a redução de novas infeções em 80% e a redução da mortalidade em 65%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que isso aconteça, é preciso agir em três frentes: prevenir, diagnosticar e tratar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prevenir: conhecer as formas de transmissão é um dos passos mais importantes para prevenir a doença. No caso da hepatite B, a via mais comum é o contacto sexual desprotegido; também se pode transmitir pela partilha de objetos de uso pessoal que possam ter vestígios de sangue, como escovas de dentes ou laminas de barbear, pelo uso de agulhas, seringas ou instrumentos mal esterilizados em contexto médico, dentário, de tatuagens ou piercings, e de mãe para filho durante o parto. A hepatite C transmite-se essencialmente pelo sangue, bastando uma quantidade mínima de sangue contaminado para que o vírus passe de uma pessoa para outra – através da partilha de seringas, de instrumentos cortantes ou perfurantes não esterilizados, ou de qualquer ferida em contacto com sangue infetado; a transmissão sexual é rara. É também de realçar que nenhum destes vírus é transmitido por contactos sociais quotidianos. Partilhar refeições, dar um abraço ou um aperto de mão não representa qualquer risco. Ainda no capítulo da prevenção, de referir que apesar de não existir ainda não existir vacina para a hepatite C, ela existe para a hepatite B, e é segura e eficaz; em Portugal está incluída no Plano Nacional de Vacinação desde 1994.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diagnosticar: contraída a infeção, importa fazer um diagnóstico tão precoce quanto possível. Sabe-se que uma parte significativa dos infetados ignora que tem a doença – porque nunca foi rastreada ou porque nunca teve sintomas. Uma simples analise ao sangue é suficiente. O programa nacional para as hepatites virais preconiza a inclusão da análise ALT (alanina aminotransferase) na avaliação global de saúde e propõe a realização do teste da hepatite B e C pelo menos uma vez na vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tratar: o tratamento das hepatites B e C evoluiu de forma notável nas últimas décadas. A hepatite C é hoje uma doença curável com a toma de comprimidos entre 8 e 12 semanas, eliminando o vírus em mais de 95% dos casos. Já na hepatite B, embora não exista atualmente um tratamento que elimine completamente o vírus, existem medicamentos que conseguem controlá-lo de forma muito eficaz, reduzindo o risco de lesão do fígado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a inflamação do fígado se mantém durante muitos anos, o tecido saudável vai sendo progressivamente substituído por tecido cicatricial – a fibrose. À medida que esta cicatrização aumenta, o fígado perde a capacidade de desempenhar as suas funções normais. Nos casos mais avançados desenvolve-se cirrose que pode ter complicações graves, desde a acumulação de líquido abdominal (ascite) até ao cancro do fígado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento alteram drasticamente este processo. Portugal criou o Programa Nacional para as Hepatites Virais em 2016, e o nosso país é hoje um exemplo internacional de boas práticas nesta área.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>INEM  e especialistas lançam recomendações nacionais para a gestão da sépsis no pré-hospitalar</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/atualidade/inem-e-especialistas-lancam-recomendacoes-nacionais-para-a-gestao-da-sepsis-no-pre-hospitalar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 13:16:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sépsis, uma emergência médica tempo-dependente, conta agora com diretrizes nacionais específicas para a sua abordagem no contexto pré-hospitalar. Publicado na Acta Médica Portuguesa, o documento &#8220;Management of the Patient with Suspected Sepsis or Septic Shock: Clinical Recommendations for the Portuguese Prehospital Setting&#8221; surge como resposta à necessidade de otimizar a identificação e tratamento precoce [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A sépsis, uma emergência médica tempo-dependente, conta agora com diretrizes nacionais específicas para a sua abordagem no contexto pré-hospitalar. Publicado na Acta Médica Portuguesa, o documento &#8220;Management of the Patient with Suspected Sepsis or Septic Shock: Clinical Recommendations for the Portuguese Prehospital Setting&#8221; surge como resposta à necessidade de otimizar a identificação e tratamento precoce destes doentes em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sépsis é reconhecida pela sua elevada morbilidade e mortalidade, sendo a rapidez na sua identificação e gestão um fator determinante para o prognóstico do doente. Apesar da existência da Via Verde da Sépsis, a Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou um sub-registo de casos suspeitos, o que evidenciou a necessidade urgente de rever os critérios de alerta. Perante este cenário, um grupo de especialistas, em colaboração com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), desenvolveu as primeiras recomendações nacionais para a gestão desta patologia no pré-hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas recomendações baseiam-se numa revisão exaustiva da literatura e no consenso internacional, adaptando as diretrizes à realidade operacional do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo guia define critérios de inclusão e exclusão para a ativação do alerta de sépsis, privilegiando a identificação precoce através de sinais de infeção ou alterações da temperatura, em conjugação com sinais de disfunção orgânica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo <a href="https://actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/article/view/24178">aqui</a>. </p>
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		<item>
		<title>Dermatofilose em humanos: O novo perfil epidemiológico e os desafios na resposta de saúde pública</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/entrevistas/dermatofilose-em-humanos-o-novo-perfil-epidemiologico-e-os-desafios-na-resposta-de-saude-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 12:04:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Historicamente descrita como uma doença de animais, a dermatofilose tem registado um aumento inesperado de casos humanos na Europa nos últimos meses, desafiando os paradigmas de transmissão conhecidos. Em entrevista, Margarida Tavares, investigadora do ISPUP e especialista em Doenças Infeciosas, faz a análise desta emergência, abordando os desafios no diagnóstico laboratorial, a distinção clínica face [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Historicamente descrita como uma doença de animais, a dermatofilose tem registado um aumento inesperado de casos humanos na Europa nos últimos meses, desafiando os paradigmas de transmissão conhecidos. Em entrevista, Margarida Tavares, investigadora do ISPUP e especialista em Doenças Infeciosas, faz a análise desta emergência, abordando os desafios no diagnóstico laboratorial, a distinção clínica face a outras patologias como a Mpox, e as estratégias necessárias para uma resposta de saúde pública eficaz, que evite o estigma e promova a prevenção informada. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MY Infecciologia | A dermatofilose era descrita como uma doença de animais. O que mudou para que, em seis meses, tenhamos o dobro dos casos humanos – com a notificação cerca de 100 casos em seis países – registados em seis décadas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Margarida Tavares (MT) | </strong>Menos de 50 casos reportados em humanos desde a identificação da bactéria <em>Dermatophilus congolensis</em> em 1915, para perto de uma centena conhecida na Europa em seis meses. Tudo aponta para uma mudança no perfil epidemiológico desta zoonose bacteriana de atingimento cutâneo. A pergunta é se a explicação está na exposição humana, na bactéria, ou nos dois. A evidência disponível não permite excluir nenhuma das hipóteses, e é provável que a resposta seja &#8220;os dois&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até 2025, a doença humana era quase sempre ocupacional ou associada a viagem, contacto direto com gado, ovinos, caprinos ou equinos infetados, por vezes com exposição adicional em ambientes tropicais húmidos, como rios, arrozais ou contacto com elefantes na Tailândia. É uma via de exposição rara e dispersa por natureza, o que explica a raridade histórica da doença em humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os agregados de 2025-2026 rompem esse padrão. Para os 70 casos em que se pode investigar a exposição, a maioria não reporta qualquer contacto animal. E a maioria concentra-se em homens que têm sexo com homens (HSH) com história de frequência de estabelecimentos comerciais onde homens podem socializar e, se assim o entenderem, envolver-se em atividade sexual consentida com outros homens, incluindo saunas de adultos. Isto aponta para transmissão de pessoa a pessoa, mas não necessariamente apenas por contacto direto pele-a-pele: a transmissão indireta através de superfícies, água ou objetos partilhados nestes ambientes húmidos não pode ser excluída. Em qualquer dos casos, o contexto de exposição é estruturalmente diferente do ocupacional: redes sexuais densamente conectadas, em que uma pequena fração de indivíduos com elevado número de parceiros funciona como amplificador, com pontes internacionais via viagem e eventos de grande concentração. A sequenciação genómica reforça esta leitura: isolados humanos de diferentes países são quase indistinguíveis entre si, e afastados por milhares de diferenças nucleotídicas dos isolados bovinos conhecidos, um afastamento incompatível com múltiplos eventos independentes de exposição zoonótica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MY Infecciologia |  O ECDC sugere que podemos estar perante um &#8220;novo táxon&#8221; dentro do género <em>Dermatophilus</em>. Que implicações tem esta adaptação biológica na facilidade de transmissão entre humanos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MT |</strong> A formulação de &#8220;novo táxon&#8221; vem da leitura que fizemos dos dados que o ECDC disponibilizou e das publicações originais dos agregados de casos que também os sustentam, e que explicámos nos Factos Essenciais do ISPUP. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a evidencia atual os isolados humanos europeus diferem das estirpes bovinas conhecidas por milhares de diferenças nucleotídicas, uma distância genética incompatível com múltiplos eventos independentes de exposição zoonótica direta. O ECDC interpreta isto como evidência de ligação entre os casos humanos, sem se pronunciar sobre a identidade taxonómica da linhagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fomos um passo mais além nos Factos Essenciais: essa mesma distância genética, quando comparada com os limiares convencionalmente usados para delimitar espécies dentro do género <em>Dermatophilus</em>, está abaixo do que seria esperado para a mesma espécie. Isto abre a hipótese de estarmos perante uma linhagem geneticamente distinta, não apenas perante <em>D. congolensis</em> clássico a encontrar um novo contexto de exposição. É uma leitura que os dados permitem, mas que requer caracterização taxonómica formal para se confirmar; não é ainda uma conclusão fechada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isto, e aqui está o ponto que importa para a pergunta sobre transmissibilidade: mesmo que se confirme tratar-se de um táxon novo, isso não demonstra por si só que essa linhagem seja mais transmissível entre humanos. A delimitação taxonómica assenta em distância genética global, não identifica quais genes ou vias metabólicas estão alterados, nem se essas alterações afetam a aderência à pele humana, a sobrevivência fora do hospedeiro animal ou a capacidade do zoosporo persistir em novos nichos. Nenhum destes mecanismos foi ainda estudado nesta linhagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evidência mais forte a favor de transmissão sustentada entre humanos continua a ser o padrão epidemiológico, casos sem exposição animal, concentrados em redes sexuais, com proximidade genómica entre si, não a hipótese taxonómica em si mesma. Investigar se há marcadores genómicos associados a maior transmissibilidade seria o passo seguinte lógico, com implicações para a vigilância veterinária e ambiental futura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MY Infecciologia | A humidade parece ser um fator crítico para os zoosporos desta bactéria. Como é que locais como saunas se tornaram o &#8220;nicho&#8221; perfeito para este agente ambiental encontrar novos hospedeiros?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MT | </strong>O ciclo de vida bifásico do agente explica bem esta associação. <em>D. congolensis</em> existe sob duas formas: uma forma filamentosa, que coloniza a pele e é relativamente inerte, e zoosporos móveis e flagelados, libertados precisamente quando há humidade suficiente, que constituem a forma infetante. Esta dependência da água para passar de &#8220;colonizador latente&#8221; a &#8220;agente transmissível&#8221; é conhecida há décadas em contexto veterinário, é por isso que os surtos em gado se concentram nas épocas de chuva em climas tropicais e subtropicais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma sauna de adultos, ou outro espaço de sexo em ambiente comercial, reproduz artificialmente essas condições: calor, humidade elevada e persistente, superfícies frequentemente molhadas, e um número elevado de contactos pele-a-pele entre pessoas diferentes num curto espaço de tempo. É uma combinação que, em teoria, favorece tanto a libertação de zoosporos a partir de lesões colonizadas como a sua transferência para novos hospedeiros, seja por contacto direto, seja possivelmente por superfícies partilhadas, ainda que esta segunda via não tenha sido comprovada nos casos investigados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ser preciso sobre o que é inferência plausível e o que está demonstrado. O ECDC formula esta hipótese em termos de &#8220;poderia favorecer&#8221; a libertação e persistência ambiental do agente, não como facto estabelecido; os dados sobre quanto tempo o zoosporo sobrevive fora de um hospedeiro, e em que condições exatas, derivam quase inteiramente de estudos em crostas secas de animais infetados, onde se demonstrou viabilidade superior a doze meses, e a sua aplicabilidade a superfícies de sauna, água de imersão ou têxteis partilhados permanece por estabelecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que a epidemiologia mostra com mais solidez é a associação temporal: a maioria dos casos reporta exposição nestes espaços nos dias imediatamente anteriores ao início dos sintomas, com um período de incubação mediano estimado em cerca de seis dias, o que é compatível com o intervalo esperado entre uma exposição pontual e o aparecimento da lesão. Esta consistência temporal, mais do que qualquer mecanismo molecular já demonstrado, é o que sustenta a leitura destes locais como o &#8220;nicho&#8221; atual do agente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MY Infecciologia |&nbsp; As lesões podem ser confundidas com Mpox, herpes ou foliculite. Que sinais distintivos devem colocar os clínicos em alerta?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MT | </strong>O sinal mais útil, e mais facilmente esquecido numa consulta apressada, é negativo: a ausência de pródromo sistémico e de envolvimento mucoso. Nos casos europeus reportados, a apresentação típica é uma pápula eritematosa que evolui para pústula ou lesão escamosa e crostosa, com prurido ligeiro a moderado, sem febre, mal-estar ou adenopatias significativas, e sem lesões na mucosa oral ou genital. Isto contrasta diretamente com mpox, onde o exantema é tipicamente precedido ou acompanhado de febre, cefaleias e adenopatias, evolui por estádios sincrónicos de mácula a pápula, vesícula, pústula, lesão umbilicada e crosta ao longo de duas a quatro semanas, e frequentemente inclui lesões mucosas orais ou ano-genitais como manifestação inicial. A apresentação atual de mpox em surtos recentes tem sido, é certo, atípica em muitos casos, com poucas lesões, evolução assíncrona e ausência de pródromo; por isso a distinção clínica pura nem sempre é fiável, e perante dúvida a confirmação laboratorial de ambos os agentes deve ser sempre procurada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Face ao herpes genital, a diferença mais informativa é morfológica: o herpes apresenta-se tipicamente com vesículas agrupadas sobre base eritematosa, frequentemente dolorosas e recorrentes, ao passo que a dermatofilose tende para pápulas e pústulas isoladas ou em pequenos grupos, com evolução para crosta, sem o padrão vesicular característico. A dor é também menos proeminente na dermatofilose do que no herpes agudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à foliculite estafilocócica ou por <em>Pseudomonas</em>, a diferenciação clínica pura é a mais difícil de todas, e aqui a história de exposição pesa mais do que a morfologia: exposição recente a jacuzzis ou banheiras de hidromassagem sugere <em>Pseudomonas</em>; história de sauna ou espaço de sexo em ambiente comercial, sem resposta ao tratamento antiestafilocócico empírico habitual, deve levantar a suspeita de dermatofilose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o sinal de alerta mais útil é a combinação de localização e contexto de exposição: lesões predominantemente em áreas de contacto sexual (genital, púbica, perianal, face, barba), associadas a história de frequência de saunas ou espaços de sexo em ambiente comercial nos dias anteriores ao início dos sintomas, compatível com o período de incubação mediano estimado de cerca de seis dias. Perante esta combinação, vale a pena garantir que o diagnóstico microbiológico é estabelecido, com pedido explícito ao laboratório para também considerar <em>D. congolensis</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MY Infecciologia | É </strong><strong>exigida cultura microbiológica com condições técnicas específicas que, se não observadas, podem gerar falsos negativos. </strong><strong>Corremos o risco de subdiagnóstico devido a protocolos laboratoriais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MT | </strong>Sim, e a evidência disponível sugere que este é um risco real, não apenas teórico, com pelo menos duas falhas técnicas distintas já documentadas nos surtos atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira é a temperatura de incubação. Os protocolos laboratoriais de rotina para suspeita de infeção fúngica cutânea usam habitualmente 25 a 30°C, adequados para dermatófitos, mas <em>D. congolensis</em> é uma bactéria, e o seu isolamento ótimo requer incubação a 37°C. Um laboratório que receba uma amostra com pedido orientado para &#8220;micologia&#8221; ou &#8220;fungos&#8221;, em vez de bacteriologia dirigida, pode processá-la à temperatura errada e obter um resultado falsamente negativo, não porque o agente não estivesse presente, mas porque as condições de cultura não permitiram o seu crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda é a limitação da identificação por MALDI-TOF, hoje a técnica de primeira linha em muitos laboratórios de microbiologia clínica. Esta técnica identifica por comparação com uma base de dados de perfis espectrais conhecidos; se o perfil de <em>D. congolensis</em>, ou da linhagem particular em circulação, não estiver adequadamente representado nessa base de dados, a identificação falha ou é incorreta. Nos casos suecos, por exemplo, a confirmação da espécie exigiu sequenciação do RNA ribossómico 16S, um passo que só se dá quando há suspeição clínica suficientemente forte para justificar a insistência diagnóstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estas duas barreiras técnicas soma-se uma terceira, de ordem mais geral: a dermatofilose não é doença de notificação obrigatória na maioria dos países europeus, e a sua apresentação clínica é inespecífica e frequentemente ligeira, por vezes com resolução espontânea antes mesmo de se procurar cuidados de saúde. A combinação de baixo índice de suspeição clínica, protocolos laboratoriais não ajustados a este agente, e ausência de vigilância sistemática cria exatamente as condições para subdeteção, tanto do número real de casos como da sua distribuição geográfica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MY Infecciologia | Clinicamente, é indicado que a doença tem uma evolução geralmente benigna e boa resposta a antibióticos orais. Quanto à terapêutica, à luz das guidelines existentes e experiência clínica, que fármacos podem ser aliados e que outros devem ser evitados?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MT | </strong>Não existem guidelines formais para o tratamento da dermatofilose humana, e a experiência disponível assenta num número ainda muito pequeno de casos. Isto significa que a abordagem terapêutica é maioritariamente empírica, ainda que hoje, tal como no passado, disponhamos de alguns antibiogramas que ajudam a orientar a escolha. Dito isto, a resposta observada tem sido consistentemente favorável: a maioria dos casos recupera por completo em dois a três dias com antibioterapia oral convencional, incluindo em pessoas a viver com VIH sob terapêutica antirretroviral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como aliados, os agregados europeus apontam para beta-lactâmicos, amoxicilina, cefadroxil, cloxacilina, e para a doxiciclina, todos usados com sucesso em diferentes países. O teste de sensibilidade disponível confirmou suscetibilidade alargada a beta-lactâmicos, tetraciclinas, macrólidos, trimetoprim-sulfametoxazol, linezolida e amicacina. Por via tópica, o ácido fusídico teve bons resultados. A pristinamicina foi eficaz em França, mas não está comercializada em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evitar: a ciprofloxacina mostrou-se insuficiente nalguns casos, consistente com suscetibilidade intermédia documentada; e a mupirocina tópica não é recomendada, dada a resistência marcada observada nos isolados testados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ainda referir, sem repercussão prática imediata, que isolados de origem animal revelaram um gene de resistência à tetraciclina, tet(Z), não antes descrito nesta espécie, um lembrete para não relaxar a vigilância de resistência apesar do quadro atual favorável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois princípios transversais: não é necessário isolamento estrito, mas recomenda-se suspender contacto próximo e atividade sexual até resolução completa das lesões; e a reinfeção após nova exposição é possível e já foi documentada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MY Infecciologia | Este surto segue as pisadas do </strong><strong><em>Trichophyton mentagrophytes</em></strong><strong> e da Mpox. Por que razão estas redes sexuais altamente conectadas se tornaram o principal veículo para a emergência de agentes zoonóticos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MT | </strong>A explicação não está no agente, está na estrutura da rede. Redes sexuais de HSH têm uma característica que as distingue de redes sociais generalistas: uma pequena fração de indivíduos concentra um número muito elevado de parceiros sexuais num curto período de tempo. Essa característica transforma essas pessoas em nós de amplificação, capazes de ligar, direta ou indiretamente, um número desproporcionado de outras pessoas dentro da rede. Para um agente capaz de se transmitir por contacto cutâneo ou mucoso próximo, esta arquitetura de rede é, em si mesma, um mecanismo de amplificação, independentemente da identidade do agente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A isto soma-se um segundo fator estrutural: a conectividade internacional. Saunas, espaços de sexo em ambiente comercial e grandes eventos como as festividades Pride funcionam como pontes entre redes nacionais que, de outra forma, estariam relativamente isoladas entre si. Um agente introduzido numa cidade pode, através de viagem individual e destes pontos de encontro internacionais, alcançar outras redes nacionais em poucas semanas, o que ajuda a explicar a simultaneidade dos agregados em vários países europeus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O padrão não é novo, é apenas recorrente com agentes diferentes. Está documentado desde os anos 1960 e 1970 com a transmissão sexual de agentes entéricos em HSH nos Estados Unidos, repetiu-se na última década com doença meningocócica invasiva, hepatite A, <em>Shigella sonnei</em> extensivamente resistente e, de forma mais marcante, com a mpox em 2022. Mais recentemente, <em>Trichophyton mentagrophytes</em> genótipo VII e <em>Klebsiella aerogenes</em>, dois agentes até há pouco tempo associados quase exclusivamente a reservatórios ambientais, encontraram o mesmo nicho de transmissão. A dermatofilose parece ser o exemplo mais recente desta mesma lógica estrutural, não um fenómeno isolado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que este padrão sugere, e é uma leitura relevante para a saúde pública, é que a rede não é apenas o contexto onde um agente emergente se torna visível; é um fator causal na sua amplificação. Isso tem implicações diretas para onde apontar a vigilância: consultas de saúde sexual e de PrEP são, precisamente por servirem estas redes, os locais com maior probabilidade de deteção precoce de futuros agentes emergentes com o mesmo padrão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MY Infecciologia |&nbsp; Como diretora do Programa Nacional para as IST durante a Mpox, que semelhanças identifica na dinâmica de disseminação internacional deste novo surto?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MT | </strong>As semelhanças são estruturais, mesmo sendo agentes muito diferentes na sua biologia e gravidade. Em 2022, coordenámos, com a equipa do Programa Nacional para as infeções sexualmente transmissíveis (IST) e Infeção VIH e a autoridade de saúde, a resposta portuguesa a uma zoonose até então pouco conhecida fora de contexto endémico africano, que emergiu subitamente em redes sexuais de HSH com forte potencial de leitura estigmatizante. Essa experiência deixou lições diretamente aplicáveis ao momento atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira semelhança é o modo de deteção. Em Portugal, os primeiros casos de mpox foram identificados por clínicos de consultas de IST que reconheceram um padrão de lesões genitais atípicas antes de o surto ser identificado noutros contextos ou países; o alerta internacional só chegou depois, do Reino Unido. Nos surtos atuais de dermatofilose, o padrão repete-se: a deteção decorreu de consultas de saúde sexual, IST e dermatologia atentas a lesões cutâneas. Em ambos os casos, a suspeição clínica de quem já segue populações HSH foi decisiva, mais do que qualquer sistema de vigilância automatizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda semelhança é a dinâmica de disseminação internacional. Em ambos os surtos, viagem individual e grandes eventos de concentração social funcionaram como pontes entre redes nacionais, permitindo que agregados aparentemente independentes em diferentes países se revelassem geneticamente ligados. A proximidade temporal com a época Pride é, nos dois casos, simultaneamente um fator de risco e uma oportunidade de comunicação dirigida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira, e talvez a mais importante, é a necessidade de tratar o envolvimento comunitário como pilar da resposta desde o primeiro dia, ao mesmo nível da vigilância epidemiológica e da capacidade laboratorial, não como um complemento tardio. Portugal, apesar de ter sido um dos países mais precocemente e duramente atingidos pela mpox, foi também dos primeiros a mostrar sinais de estabilização, o que não se deveu ao acaso, mas à confiança já construída em anos anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também uma diferença importante que não deve ser apagada pelo paralelismo: a mpox tinha, e tem, potencial de gravidade clínica muito superior, com necessidade de isolamento, vigilância de contactos mais estruturada e, nalguns casos, hospitalização. A dermatofilose, segundo a avaliação do ECDC, tem impacto muito baixo mesmo nos grupos de maior risco. Isto significa que os princípios de deteção e comunicação comunitária se aplicam da mesma forma, mas a intensidade da resposta clínica e de saúde pública deve ser proporcional, sem replicar automaticamente medidas pensadas para um agente com um perfil de gravidade muito diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MY Infecciologia | No seu entender, em termos de estratégias de Saúde Pública, como equilibrar a necessidade de mensagens de saúde dirigidas sem cair na estigmatização das populações mais expostas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MT |</strong> O princípio orientador é simples de enunciar, mais difícil de aplicar: as mensagens devem centrar-se no comportamento que reduz o risco, não na identidade das pessoas a quem se dirigem. Falar em exposição, sinais de alerta e procura precoce de avaliação clínica, em vez de rotular &#8220;grupos de risco&#8221; como categoria fixa, é o que permite que a pessoa se reconheça na mensagem sem se sentir definida por ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso exige construir as mensagens com as organizações comunitárias desde o início, e não apenas usá-las como canal de distribuição depois de a mensagem estar pronta. Associações LGBTQI+, redes de chemsex e responsáveis de saunas e bares conhecem os códigos e as sensibilidades da comunidade de um modo que nenhuma campanha institucional replica de fora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há um erro recorrente que importa evitar, e que a experiência da mpox tornou claro: a tendência da autoridade de saúde perante um espaço associado a risco é encerrá-lo. Isso costuma agravar o problema, não resolvê-lo, ao dispersar as pessoas para contextos não controlados, mais inseguros e mais difíceis de alcançar com qualquer mensagem de prevenção. A alternativa mais eficaz é o inverso: levar a prevenção para dentro do espaço, com informação, rastreio e ligação a cuidados, em vez de o fechar. Foi esta lógica que orientou o tratamento dos eventos Pride em 2022, como plataforma de comunicação e não como ameaça, e é a mesma que o ECDC recomenda agora para os espaços de sexo em ambiente comercial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que muda ao longo do tempo é o agente; o que se mantém é a necessidade de confiança construída antes da crise, não durante ela. Uma comunidade que só é procurada quando há um surto tende, com razão, a desconfiar da mensagem; uma comunidade com quem já existe uma relação sustentada de anos de trabalho em VIH e saúde sexual responde de forma muito diferente. É esse investimento contínuo, mais do que qualquer campanha pontual bem desenhada, que evita cair na estigmatização sem abdicar da eficácia da mensagem.</p>
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		<title>Oportunidade para jovens investigadores na IAS 2027. Candidaturas até 31 de julho</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/eventos/oportunidade-para-jovens-investigadores-na-ias-2027-candidaturas-ate-31-de-junho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 16:22:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A International AIDS Society (IAS) está à procura de um investigador ou cientista clínico em início ou meio de carreira, com menos de 35 anos, para integrar o Comité Organizador da IAS 2027. Esta é uma oportunidade para profissionais apaixonados pela investigação em VIH colaborarem com especialistas globais na definição do programa científico e no [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br>A International AIDS Society (IAS) está à procura de um investigador ou cientista clínico em início ou meio de carreira, com menos de 35 anos, para integrar o Comité Organizador da IAS 2027. Esta é uma oportunidade para profissionais apaixonados pela investigação em VIH colaborarem com especialistas globais na definição do programa científico e no planeamento da conferência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os candidatos devem demonstrar impacto na área, capacidade de trabalho em equipa e fluência em inglês. As candidaturas estão abertas até 31 de julho de 2026.<br><br>Os candidatos para a posição de investigador ou cientista clínico devem reunir os seguintes requisitos: estatuto de início ou meio de carreira; idade inferior a 35 anos (em agosto de 2026); impacto demonstrado na área do VIH (por exemplo, através de investigação publicada); vontade de assumir responsabilidades e capacidade de promover a conferência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Devem ainda demonstrar capacidade para facilitar a transparência e a responsabilidade, aptidão para o trabalho colaborativo, proficiência em inglês (conhecimento de outros idiomas é valorizado) e um compromisso sólido com a diversidade e o princípio GIPA (Greater Involvement of People Living with HIV).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações e candidaturas <a href="https://forms.cloud.microsoft/Pages/ResponsePage.aspx?id=f_74E4DG7kuhFmNZHWvuMrPOmtOnQ99Lu9JuRq40qS1UMDFRWVcwNDVEOVZDTUVKSk8wN09WNkUyVy4u">aqui</a>. </p>
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		<item>
		<title>Call to action para ultrapassar problemas de monitorização do VIH em Portugal</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/sida/call-to-action-para-ultrapassar-problemas-de-monitorizacao-do-vih-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 16:05:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SIDA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Melhorar a monitorização do VIH em Portugal passa por reforçar a capacidade de ligar, articular e usar a informação já existente, permitindo acompanhar de perto o percurso das pessoas e identificar barreiras de acesso aos cuidados de saúde. Esta é uma das principais conclusões do projeto HIVision &#8211; Diagnóstico sobre a monitorização do VIH em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Melhorar a monitorização do VIH em Portugal passa por reforçar a capacidade de ligar, articular e usar a informação já existente, permitindo acompanhar de perto o percurso das pessoas e identificar barreiras de acesso aos cuidados de saúde. Esta é uma das principais conclusões do projeto <em>HIVision &#8211; Diagnóstico sobre a monitorização do VIH em Portugal</em>, coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, desenvolvido com o apoio da Gilead Sciences, resultou de um trabalho colaborativo e multissetorial que envolveu cerca de 30 peritos de instituições públicas de saúde, organizações de base comunitária, hospitais, associações e municípios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O desafio da informação dispersa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório final, Portugal já dispõe de dados relevantes, experiência técnica e conhecimento acumulado na área do VIH. Contudo, o grande desafio reside no facto de a informação continuar dispersa, pouco articulada e nem sempre ser devolvida de forma útil a quem planeia, decide ou presta cuidados. Atualmente, embora seja possível acompanhar indicadores importantes, verifica-se uma grande dificuldade em monitorizar de forma longitudinal o percurso das pessoas, desde a prevenção e testagem até ao tratamento, retenção em cuidados e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Teresa Magalhães, docente da ENSP NOVA e coordenadora da equipa do projeto, &#8220;Portugal já mostrou que consegue responder de forma robusta ao VIH&#8221;. A especialista defende que o país pode monitorizar melhor essa resposta através de &#8220;mais integração, mais continuidade e mais capacidade de transformar dados em ação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Mestre, também coordenador do projeto e docente na ENSP NOVA, reforça que &#8220;monitorizar melhor não é apenas contar casos. É compreender o percurso das pessoas, devolver conhecimento útil aos profissionais e apoiar decisões mais inteligentes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seis prioridades para o futuro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que Portugal consiga alinhar-se com as metas internacionais estabelecidas até 2030, o relatório do projeto <em>HIVision</em> apresenta um <em>Call to Action</em> estruturado em seis prioridades estratégicas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Reforçar e clarificar a governação da informação em VIH:</strong> Promover uma liderança clara, articulação institucional e responsabilidade partilhada.</li>



<li><strong>Estruturar a arquitetura de informação para o VIH:</strong> Transitar de uma lógica fragmentada para uma visão coordenada que integre fontes epidemiológicas, clínicas, laboratoriais e comunitárias.</li>



<li><strong>Implementar a monitorização longitudinal do percurso da pessoa:</strong> Garantir o acompanhamento do trajeto do utente ao longo do tempo (prevenção, testagem, cuidados e qualidade de vida).</li>



<li><strong>Valorizar e integrar dados comunitários:</strong> Dar visibilidade às necessidades e às populações que se encontram fora dos circuitos formais de saúde.</li>



<li><strong>Consolidar e operacionalizar a matriz de indicadores para o VIH:</strong> Assegurar que a informação seja consistente, comparável e útil para a decisão e reporte nacional e internacional.</li>



<li><strong>Disponibilizar informação estruturada para apoio à decisão:</strong> Garantir que os dados sejam acessíveis e acionáveis para profissionais e decisores.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto propõe, assim, uma agenda nacional e um roteiro faseado orientado para resultados. Os autores concluem que o contexto atual das Unidades Locais de Saúde (ULS) cria uma base privilegiada para integrar a informação e aproximar a tomada de decisão da prestação efetiva de cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao <a href="https://www.google.com/url?q=https://www.ensp.unl.pt/peritos-identificam-acoes-para-ultrapassar-problemas-de-monitorizacao-do-vih-em-portugal/&amp;source=gmail-imap&amp;ust=1782983983000000&amp;usg=AOvVaw3Lk5L3O_SlcrgQeoGQ8eGU#:~:text=https%3A//www.ensp.unl.pt/peritos%2Didentificam%2Dacoes%2Dpara%2Dultrapassar%2Dproblemas%2Dde%2Dmonitorizacao%2Ddo%2Dvih%2Dem%2Dportugal/.">relatório final</a>.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Investigadora da UCP recebe bolsa europeia &#8220;Proof of Concept&#8221; para desenvolver nova classe de antivirais</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/atualidade/investigadora-da-ucp-recebe-bolsa-europeia-proof-of-concept-para-desenvolver-nova-classe-de-antivirais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 15:36:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A investigadora do Centro de Investigação Biomédica (CBR) da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Maria João Amorim, foi distinguida com uma bolsa Proof of Concept (PoC) do Conselho Europeu de Investigação (ERC). O financiamento, no valor de 150.000 euros, será aplicado no desenvolvimento do projeto LOFlu_TREAT, que propõe uma abordagem inovadora para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A investigadora do Centro de Investigação Biomédica (CBR) da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Maria João Amorim, foi distinguida com uma bolsa Proof of Concept (PoC) do Conselho Europeu de Investigação (ERC). O financiamento, no valor de 150.000 euros, será aplicado no desenvolvimento do projeto LOFlu_TREAT, que propõe uma abordagem inovadora para combater o vírus da gripe A.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto visa criar uma nova classe de antivirais, denominada vRNP-clips, que atua de forma distinta dos tratamentos atuais. Enquanto os antivirais tradicionais focam-se na inibição de funções enzimáticas — alvos frequentes de mutações virais que conferem resistência —, a nova estratégia da equipa de Maria João Amorim centra-se no bloqueio das propriedades físicas das estruturas virais. Esta metodologia promete reduzir significativamente a capacidade do vírus desenvolver mecanismos de escape e aumentar a seletividade, minimizando o impacto em células saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O projeto, que denominamos por LOFlu_TREAT, representa uma mudança radical relativamente ao desenho tradicional de antivirais”, revela a investigadora Maria João Amorim, líder do projeto e do Laboratório de Biologia Celular da Infeção Viral do Centro de Investigação Biomédica (CBR) da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (UCP). “Em vez de inibir funções enzimáticas que os vírus conseguem frequentemente contornar através de mutações no RNA que codifica as enzimas e outras proteínas virais, a nossa estratégia visa bloquear as propriedades físicas das estruturas virais. Isto abre uma modalidade terapêutica completamente nova no campo dos antivirais,” explica a investigadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma duração prevista de 18 meses, o LOFlu_TREAT poderá ter um impacto que extravasa o tratamento da gripe. Segundo os investigadores do CBR, foram identificadas estruturas semelhantes noutros agentes patogénicos, como o VIH, o Ébola e o vírus sincicial respiratório, sugerindo que esta tecnologia poderá abrir caminho para uma nova geração de antivirais aplicável a diversas doenças infecciosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto pretende agora avançar até uma fase de validação pré-clínica, aproximando esta inovação de futuros ensaios em humanos e demonstrando o papel fundamental da investigação básica no desenvolvimento de soluções de saúde globais.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myinfecciologia.pt/atualidade/investigadora-da-ucp-recebe-bolsa-europeia-proof-of-concept-para-desenvolver-nova-classe-de-antivirais/">Investigadora da UCP recebe bolsa europeia &#8220;Proof of Concept&#8221; para desenvolver nova classe de antivirais</a> aparece primeiro em <a href="https://myinfecciologia.pt">My Infecciologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>19.ª Reunião Nacional do GEPCOI abre inscrições e submissão de resumos</title>
		<link>https://myinfecciologia.pt/eventos/9-a-reuniao-nacional-do-gepcoi-abre-inscricoes-e-submissao-de-resumos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:06:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myinfecciologia.pt/?p=1694</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Grupo de Estudos Português da Coinfeção (GEPCOI) anuncia a realização da sua 19.ª Reunião Nacional, marcada para os dias 30 e 31 de outubro de 2026, no SDivine Fátima Hotel, em Fátima. O evento, que é uma referência no debate sobre o VIH, hepatites e outras coinfeções, terá como ponto de partida o 9.º [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myinfecciologia.pt/eventos/9-a-reuniao-nacional-do-gepcoi-abre-inscricoes-e-submissao-de-resumos/">19.ª Reunião Nacional do GEPCOI abre inscrições e submissão de resumos</a> aparece primeiro em <a href="https://myinfecciologia.pt">My Infecciologia</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Grupo de Estudos Português da Coinfeção (GEPCOI) anuncia a realização da sua 19.ª Reunião Nacional, marcada para os dias 30 e 31 de outubro de 2026, no SDivine Fátima Hotel, em Fátima. O evento, que é uma referência no debate sobre o VIH, hepatites e outras coinfeções, terá como ponto de partida o 9.º Curso GEPCOI, que decorrerá a 30 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inscrições para o 9.º Curso GEPCOI já se encontram disponíveis. A organização alerta que as vagas são limitadas, pelo que os interessados deverão submeter o seu pedido de inscrição o quanto antes através dos canais oficiais da reunião.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Submissão de resumos: critérios e prazo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Coordenação Científica do GEPCOI já está a receber os resumos para avaliação, com data limite para a entrega dos resumos, no dia 25 de setembro de 2026.Para serem considerados, os trabalhos devem seguir as seguintes temáticas: Casuísticas ou casos clínicos no âmbito da infeção por VIH, coinfecções por vírus das hepatites e/ou IST.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações <a href="https://www.congressogepcoi.com/_homex.aspx">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Porto acolhe congressos nacionais de doenças infeciosas e VIH/SIDA em novembro de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 10:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Porto Hotel Porto Palácio será o palco do XVII Congresso Nacional de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica e do XV Congresso Nacional VIH/SIDA, que decorrerão entre 25 e 28 de novembro de 2026. Sob a presidência de Lurdes Santos e Fernando Maltez, estes eventos conjuntos são organizados pela Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Porto Hotel Porto Palácio será o palco do XVII Congresso Nacional de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica e do XV Congresso Nacional VIH/SIDA, que decorrerão entre 25 e 28 de novembro de 2026. Sob a presidência de Lurdes Santos e Fernando Maltez, estes eventos conjuntos são organizados pela Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (SPDIMC) e pela Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA (APECS).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Programa Científico e formação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro terá início a 25 de novembro com uma série de cursos pré-congresso focados em áreas críticas como dermatologia, diagnóstico molecular, vacinologia clínica, otimização de antimicrobianos e o caminho para a cura do VIH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão inaugural contará com uma conferência de abertura dedicada ao impacto das pandemias nas doenças infeciosas. Ao longo dos dias seguintes, o programa incluirá mesas redondas e conferências sobre temas de vanguarda, tais como: Novos paradigmas da antibioterapia e infeções da corrente sanguínea. Abordagem &#8220;One Health&#8221;, explorando a relação entre determinantes urbanos, alterações climáticas e doenças infeciosas. Infeções fúngicas emergentes e rastreio em populações migrantes. O futuro do VIH, incluindo o uso de Inteligência Artificial na prevenção e diagnóstico, bem como o estigma e a história da infeção.<br>E vírus tropicais negligenciados e reemergentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>S<strong>ubmissão de Trabalhos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunidade científica e clínica é convidada a submeter resumos até ao dia 10 de outubro de 2026. O congresso irá distinguir os melhores trabalhos apresentados com diversos prémios: melhor comunicação oral: 1.000,00 € e melhor poster: 750,00 €. COm prémios específicos para a área de Fungos (comunicação oral: 400,00 €; poster: 300,00 €).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Para mais informações sobre as inscrições e o programa detalhado, os interessados devem consultar o website oficial em www.congresso-spdimc-apecs.com.</p>



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